quinta-feira, 26 de abril de 2012

O rio da Costa - Vila Velha ES

O Rio da Costa não tinha características que nos permitissem chamá-lo de rio, mas para Vila Velha e os seu moradores fora muito importante pela sua flora e fauna e o equilíbrio do ecossistema sustentado. Muitos peixes, crustáceos e outras espécies que vivem no mar subiam a sua pequena foz, rio acima, para procriar nas suas águas remansosas e alagadiças. Criados seletivamente, voltavam ao mar de onde eram originários. Ao pressentirem a época da procriação, instintivamente retornavam ao lugar de onde eram egressos, recomeçando tudo de novo, nesse infinito ciclo de vida da reprodução da espécie, ordenado pela natureza.

Infelizmente, os seres vivos do mar que se multiplicavam no rio da Costa, com a destruição dos manguezais e descaracterização desse rio de águas puras e límpidas, que se tornou um valão sujo e fétido idealizado pelo homem, saíram perdendo e perdeu o mar, o parceiro dessa cadeia de vida marinha.

Em seu lugar, desprezível para o mar, há um rio morto, um canal. Enquanto rio, no seu leito serpenteavam suas águas por mais de quatro quilômetros, desde o nascedouro até a foz no lugar denominado Barrinha, entre o Morro do Moreno, onde mais se aconchegava, e o do Convento da Penha.

Seu Nascedouro

O rio da Costa nascia no Poço do Apicum, às margens da estrada de Vila Velha à Barra do Jucu, hoje avenida Professora Francelina Carneiro Setúbal. Passando nessa via sob um pontilhão de madeira, adentrava os terrenos dos Setúbal, encoberto por ingazeiras, almesqueiras, arcos-de–barris e outras vegetações nem sempre contínuas, prosseguia na sua caminhada pra, meio quilômetro à frente, depois de curvar suavemente para o lado norte ao deixar o sentido de oeste para leste, numa linha reta arestada, entrava nos domínios dos herdeiros de Emília Tesch Mascarenhas, passando ao largo da lendária Pedra da Onça.

A Pedra da Onça

Dando-se asas à imaginação e retrocedendo-se no tempo é de se pensar que naquela região predominava, intocável, uma porção da Mata Atlântica. Nessa floresta virgem os felinos deviam demarcar o seu território. Isso acontecido, por certo, o topo dessa pedra serviria de ponto a alguma onça pintada após dias chuvosos ou depois de seu repasto e nessas ocasiões especiais devia relaxar ao sol ou refestelar-se de bucho cheio.

A partir do largo da Pedra da Onça o rio ia-se alargando com mais de quinze metros de boca. A partir daí recebia a penetração, com mais intensidade, da água salgada, só passando esta para doce nas grandes chuvadas com enchentes, pelo transbordamento do rio Jucu, pelo lado norte, doze quilômetros acima. Nessas enchentes as águas permaneciam doces até a sua embocadura e ainda mar a dentro.

Sítio do Batalha

Continuando no seu deslocamento, o rio da Costa chegava ao sítio do Batalha. Nesse trecho definido pela aparição da água do mar, os mangues começavam a vicejar e os sinais de vida nova eram evidenciados. Os moluscos, como berbigões, canivetes, amêijoas e sururus do mangue, medravam no seu leito e nas suas margens. Da mesma forma, as ostras nos troncos e nas raízes aéreas dos mangues.

Com esses sinais de vida em ebulição, o pequeno rio, tão importante que fora para Vila Velha, encostava-se pelo lado sul no morro do Batalha.

Variadas Espécies

Caranguejos, aratus, sapateiros, espera-marés, dorminhocos, sabaquabas, goiamuns e tantos outros. No seu leito, siris se arrastavam pelo fundo, despachando-se rápidos se notados ou ainda enterrando-se na areia ou lama ao seu alcance, num escape que lhes parecia seguro. O camarão do lameirão, a partir desse pedaço, já tinha o seu habitat. Os peixes – robalos, tainhas, caratingas e outros – já dividiam também esse pedaço.

Sua Majestade, o Caranguejo

Os manguezais se alastravam e ocupavam ambas as margens do rio, que ficavam cobertas nas cheias das marés, nas suas bases e nas ramagens mais baixas, só terminando essa densa vegetação, nas proximidades de Barrinha, às vezes interrompida numa intermitência diminuta, quando os seus lados estavam tomados por pedras, pedreiras e pedaços de poços dos quintais da rua Luíza Grinalda, com os quais fazia fundos. Esses manguezais, de um verde muito vivo, formavam no seu conjunto um matizado com as folhagens escuras e claras, ora arbustos, ora árvores. Suas copas serviam de nidificação a muitas espécies de aves, inclusive papagaios, que ocupavam os ocos dos troncos dos mangues vermelhos, isso em épocas mais remotas.

Abaixo, no solo, além dos inúmeros crustáceos, o rei dos manguezais, sua majestade o caranguejo, surgia abundantemente, aos milhares, dos respectivos buracos feitos na lama, e os mais desconfiados na lama e no emaranhado das raízes, dificultando a cata ou a caça dos seus predadores naturais, nesse rol o homem, sem dúvida, o mais implacável. Suas cores, as mais variadas, suplantavam as de qualquer outro crustáceo. De casco escuro, quase preto; de casco amarronzado, forte ou mais claro; de casco amarelo, verde ou azul, com suas nuanças acentuadas ou suaves, desse jeito existiam os caranguejos do rio da Costa, não se levando em conta o seu sabor inigualável e tamanho avantajado para os de maior porte, diferentes nas suas cores, inconfundíveis na sua aparência ou formato. Como também o são no alimento que consumiam e consomem em outras paragens – a folha do mangue. A natureza, por essa preferência, desenhou-lhe na extensão de cada lado do seu casco, na ponta e na longitudinal, a folha desse vegetal que o alimenta e marca como um longitudinal, a folha desse vegetal que o alimenta e marca como um estigma da sua existência. Nós, quando menino, examinando de perto esse animalzinho, ficamos fascinados com os desígnios da natureza, descobrindo essa impressão. Não satisfeito, buscamos nos certificar ao longo dos anos, sempre que a oportunidade se nos ofereceu para exibir a todos quantos os catavam e os consumiam, buscando dessas pessoas a constatação desse desenho e delas recebendo plena afirmação. Por certo, para a ciência e os estudiosos da matéria isso não é uma novidade, falta apenas quem dê uma explicação científica.

Mangue Vermelho

Além da extração indiscriminada das madeiras, havia uma outra mais letal para o mangue, e que também era posta em prática pelos pescadores: o mangue vermelho, cuja casca fornece um corante apropriado para o tingimento de redes, tresmalhos, tarrafas, puçás, arpoeiras etc., sendo empregada também nos curtumes para tingimento e conservação do couro. Nessa extração, tronco e hastes bem formados eram cortados no cerne, e a árvore, sem a circulação da seiva, acabava morrendo.

É de se perguntar: para extrair a casca haveria necessidade de mutilar por completo o mangue? Sim e não. Sim, por que a tinta extraída da casca após o seu cozimento e aplicada aos aparelhos de pesca deixava-os mais resistentes, preservando-os por mais tempo. Não, porque essa mutilação podia ser evitada, bastando que no corte não se roletasse todo o tronco ou haste. Mesmo prejudicada, a circulação da seiva seria ainda suficiente para manter o mangue vivo, encarregando-se o tempo de cicatrizar e recompor as partes extraídas.

O homem, que se diz civilizado, não atentou para este aspecto. Como em outras oportunidades, ao tratar com o meio ambiente o que lhe interessa é o momento presente, deixando as conseqüências para, no futuro, outras gerações cuidarem, como se os seus descendentes não viessem a sentir na pele tais atentados contra a natureza. O índio tido como inculto, soube preservar com parcimônia o meio ambiente, mesmo fazendo uso de seus produtos.

Para ilustrar, citemos o exemplo de uma tribo indígena da Amazônia, que utiliza a casca de determinada árvore para construir suas canoas de pesca, as pirogas, com as quais singram rios e lagos. Para esse fim, do tronco da árvore, em pé, corta cuidadosamente, no sentido longitudinal, metade da casca sem ferir o cerne. Com essa técnica apurada, transmitida de geração a geração, proporciona-se à árvore sacrificada a possibilidade de recuperação, adquirindo ela nova casca, podendo-se mesmo fazer uma segunda extração do mesmo tronco, nos moldes da primeira.

Procedimento idêntico, por certo, poderia ser adotado no caso do mangue vermelho. Se a mesma técnica usada pelo índio fosse aqui desenvolvida, esta planta teria sido preservada por mais tempo, embora o homem, predador por excelência, pudesse destruí-la de outras formas.

Matadouro Municipal

Continuando o seu percurso, o rio da Costa, ainda vivo, seguia até as proximidades do matadouro municipal, curvando-se discretamente no sentido norte para leste até encontrar à sua margem esquerda uma pedra de tamanho suficiente para que sobre ela se instalasse o referido matadouro. Ele era fiscalizado pela saúde pública, principalmente pela municipal, que acompanhava as condições do animal em pé e depois de abatido, com as vísceras expostas, sendo evidente que, assim como outros abatedouros existentes no que seria hoje a Grande Vitória, suas condições de funcionamento estavam longe do ideal. José Pitanga, saudoso fiscal e técnico de veterinária, por muito tempo fez esse trabalho como funcionário da Prefeitura.

O matadouro permaneceu ali instalado e funcionando por longos anos, sendo desativado somente no final da década de 50, para alívio geral da vizinhança e dos que habitavam o centro de Vila Velha. Os vizinhos se viram assim livres da fedentina espalhada pelos ventos e dos urubus que ficavam empoleirados aos bandos sobre os telhados das casas depois de se banquetearem com as sobras das carnes e pelancas jogadas ao tempo. Essas aves, além de fazerem arruaça, quebravam telhas com o seu peso, o que representava prejuízo para os donos das moradias próximas, que em épocas de chuva ficavam expostas a goteiras se não se fizessem a tempo os reparos necessários.

No que se refere ao centro da cidade, havia o incômodo da condução do gado pelo meio de ruas e avenidas em direção ao matadouro para o abate. Preocupava o tropel das manadas e dos cavalões com vaqueiros montados aos gritos, aboiando as rezes até o destino final, assim como a presença de algum animal bravio que se desgarrava do bando, o que era uma constante. Conduzido o gado até o seu destino, o vaqueiro voltava para recuperar a rês desgarrada, adotando nessa tarefa sempre a mesma estratégia: passavam-se dois laços de couro cru ao chifre da rês, separavam-se as orelhas, sendo então segurada por dois cavaleiros encilhados no arreio das suas montarias, um puxando na frente e outro sustentando atrás, forçando-a a seguir rumo ao matadouro.
Nessa operação muitas cercas e muros eram danificados e refeitos pelo marchante explorador do abatedouro. O mais importante e bem conceituado dentre eles, em Vila Velha, era o Senhor Rodolfo Valdetaro, detentor de uma grande e bem educada prole.

Sobre o matadouro, ora voando baixo, ora ganhando altura além do Convento da Penha, em cuja mata encontravam refúgio, bandos numerosos de urubus viviam em constantes revoadas. Era tão comum o espetáculo que os moradores costumavam comentar uns com os outros, principalmente quando o encontro deles no ar era mais intenso e agitado, que a “aviação” do seu Rodolfo estava pronta para entrar em ação. Nessa brincadeira havia um velado protesto contra a permanência do matadouro contíguo ao centro de Vila Velha, mas ninguém cuidava de providenciar a sua transferência. Só depois, muito depois de o seu Rodolfo ter passado o matadouro a terceiros e estes a uma sucessão de outros marchantes, para os quais transferia-se compulsoriamente a tal “aviação”, programou-se a retirada desse abatedouro.

Encontro do Rio com o Mar

Ao se falar do rio da Costa, mais uma vez involuntariamente o fluir de suas águas rumo ao mar foi interrompido para que fossem narrados acontecimentos relacionados com ele. Da pedra do matadouro municipal o rio, com o seu curso voltado para leste, abeirava o sopé da pedreira do Convento da Penha, passando o seu leito antes disso por mais um perau, e seguia forte nessa rota,para logo adiante curvar-se até alcançar, já em sentido norte, o morro do Moreno. O rio encontrava ali um enorme lajedo de onde algumas pessoas pescavam atirando a linha nas suas águas fundas e empedradas, sinal de bom pesqueiro.

Esse trecho, localizado entre a pedreira do Convento da Penha e o morro do Moreno, era o mais piscoso e costumava ser adotado por quem entendia do assunto, principalmente à noite. Os robalos e os robalões, na escuridão e com a maré cheia, espoucavam na mansidão das águas, em áreas abertas ou em meio aos mangues, à caça de tainhas, suas presas preferidas. A escuridão da noite por aquelas bandas era fantasmagórica. O silêncio só era quebrado pelo puxar do remo junto à canoa ou pelo estardalhaço dos peixes maiores no encalço das suas presas menores. O canoeiro, com sua lanterna acesa na bancada da popa, de olhos fixos sobre as águas e atento com a sua tarrafa armada, esperava o momento azado para lançá-la sobre o alvo. Quando este lhe parecia impróprio, baixava a guarda, apanhava uma pedra, das muitas que carregava no fundo da canoa, e atirava convenientemente na água. Se os peixes estivessem nas proximidades da área do impacto, convergiam instintivamente para aquele ponto na presunção, segundo os entendidos, de tratar-se de outros da sua espécie ou de uma presa em fuga. Nesse local, com o tempo calculado, o pescador arremessava a sua tarrafa. Acreditando nesse artifício, o pescador, noite a dentro, com ou sem sucesso, ia tarrafando rio abaixo e rio acima até dar por concluída a sua pescaria.

O rio da Costa, nas suas margens lamacentas, com os seus manguezais e o seu leito piscoso porque não poluído, deu por séculos e anos a fio, à comunidade de Vila Velha, o direito de nele se prover. Pescados, crustáceos, mariscos e o próprio mangue sustentaram famílias incontáveis que não tinham trabalho definido. Enquanto este rio viveu morador algum de Vila Velha, desprovido de recursos, passou privações, a menos que fosse inapto ou inválido para quaisquer das atividades por ele oferecidas.

***

O rio está prestes a concluir a sua caminhada com destino ao mar. Ao passar pelo lajedo dos pescadores no morro do Moreno, com o qual não mais perdia contato até chegar a sua embocadura, fazia uma ligeira ramificação no sentido oeste, atingindo as faldas do morro do Convento, onde envolvia uma pedra, deixando-a quase toda submersa com a cheia da maré. Estabelecia-se ali um pequeno remanso e um bom pesqueiro, dependendo da influência da lua, o qual era explorado com sucesso por quem conhecia essa peculiaridade.
Criado esse remanso, o rio retomava o seu curso de origem, não mais se apartando do Morro do Moreno, fazendo, a partir daí, o percurso sobre areia por onde, finalmente, alcançava a sua foz no mar, entre uma pedra e a praia do 3º BC.

Esta última caminhada do rio da Costa, conhecida como Barrinha, era bastante aprazível. A maré baixa deixava à mostra uma espaçosa praia de areias claras, enquanto o rio escorria pelo lado do morro do Moreno com águas rasas. Nesse local, escavando-a a areia encontravam-se recolhidos mexilhões, canivetes, amêijoas e berbigões.
Todas essas atividades poderiam constituir apenas como um intróito de espera do reponte da maré para a pesca dos siris que, com a entrada da água salgada mais apurada do mar, apareciam em abundância à procura de alimento. Eles não só vinham dos manguezais próximos, como também trazidos pela maré quando esta subia. Nessa ponto o ri aos poucos ia interrompendo a caminhada para a embocadura e era a hora certa para que linhas com iscas para siri, amarradas em pontas de varas que ficaram espetadas na areia, fossem lançadas à água. A partir daí iniciava-a a pescaria propriamente dita. As puçás entravam em ação com as linhas retesando-se a todo momento sinalizando a presença dos crustáceos caindo no engodo que lhes fora preparado. O jereré, outro tipo de armadilha usada, também entrava em ação. Chegara o momento do corre-corre. Os siris nas puçás ou nos jererés eram transferidos para o depósito. A azáfama era desmedida para se dar conta da tarefa. Ás vezes de uma única puxada de linha recolhiam-se na puçá de três a quatro siris, acontecendo o mesmo com os jererés.
Não mais do que uma hora durava a pescaria. Nesse espaço de tempo, a água do mar empurrando o rio em sentido contrário à sua foz, com a forte correnteza, passava a inundar toda a praia da Barrinha. As linhas com as suas iscas não mais ficavam no fundo, embora envolvidas em pedras, e flutuavam ao sabor da velocidade da enchente. A mesma coisa acontecia com os jererés, que não mais se assentavam no fundo da água. Nada mais se tendo a fazer, encerrava-se a pescaria que sempre era feita com muito sucesso, sendo capturadas dúzias e mais dúzias de siris de diversos tamanhos e espécies.

Com o término da pescaria e do fluir do rio da Costa até o mar, deixamos registradas algumas das muitas facetas por ele proporcionadas desde a sua nascente, no Poço do Apicum, até a sua embocadura, na Barrinha.

A ponte Nova

Essa ponte era, à noite, um local ermo e escuro freqüentado por casais que iam além dos beijos e abraços ou mesmo por aqueles que nisso ficavam.

A ponte era feita de cimento armado e protegida em ambas as laterais por uma mureta de desenhos geométricos vazados e altura que permitia a uma pessoa de porte normal debruçar-se. Na sua base, pelos dois lados e ao rés do chão, havia uma calçada para pedestres. Essa ponte era então a única via de acesso à praia da Costa. Chamavam-na de ponte Nova pelo fato de ter existido primitivamente uma outra que também levava à praia da Costa pela rua 15 de Novembro e que era conhecida como ponte Velha, abandonada e destruída pelo tempo depois da construção da mais moderna. Por aquela ponte chegava-se ao outro lado do rio numa estrada estreita que mais parecia um caminho.

À praia da Costa da época, ainda não explorada para banhos de mar, iam, atravessando a ponte, proprietários das glebas de terra da região, faroleiros do farol Santa Luzia ou sinaleiros do morro do Moreno, quando não o faziam pelo rio ou pelo mar. Essa ponte era também utilizada pelos moradores da cidade em incursões às cercanias para fazer lenha e na cata de frutas silvestres que eram abundantes na praia da Costa, incluindo a pitanga, o perinho, a murtinha, a maçaranduba, o mupê, o araçá, a goiaba, a costeira, a araçaúna, o caju e outras mais.
Com o advento da ponte Nova, construiu-se a primeira estrada para a praia da Costa e desta para a da Sereia. Para se chegar à praia de Itapoá, após essa estrada, seguia-se pelo cômodo da praia.

A título de curiosidade, o primeiro morador da praia da Costa, no litoral propriamente dito, chamava-se João Rita. Ele residia numa choupana de sapé, bem junto à praia, um pouco antes de atingir a curva da Sereia. O velho João Rita vivia num isolamento absoluto, e por isso chamavam-no de “ermitão da Costa”. Quem chegava até a praia raramente deixava de lhe fazer uma visita, levando-lhe algumas provisões. Bem falante e amistoso, João Rita sabia onde estavam os melhores pesqueiros, como também o local de fruteiras nativas em produção.



Fonte: Livro ECOS DE VILA VELHA, 2001-Pág. 128/140
Autor: José Anchieta de Setúbal
Compilação: Walter de Aguiar Filho

www.morrodomoreno.com.br

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