sábado, 28 de abril de 2012

Historia de Marechal Floriano

Marechal Floriano foi emancipado de Domingos Martins em 31 de outubro de 1991. É conhecida como “Cidade das Orquídeas”, pela grande quantidade de espécies de orquídeas existentes nas matas do município.
A cidade era chamada de Braço Sul, devido ao Braço Sul do Rio Jucu que corta o município. Em 13 de maio de 1900 recebeu o nome de Marechal Floriano, dada a visita do 1º Vice-presidente da República, Marechal Floriano Peixoto, na inauguração da Rede Ferroviária Leopoldina Railway.
O Município de Marechal Floriano pertence à Microrregião Geográfica de Afonso Cláudio. Localizado na Região Sudeste do Brasil, o município situa-se na Região das Montanhas Capixabas, ficando a apenas 45 km da capital, Vitória.
Sua área territorial é de 284,84 km², limitando-se ao Norte e a Oeste com Domingos Martins, ao Sul com Guarapari e Alfredo Chaves, e a Leste com Viana. Sua altitude média é de 544 metros.
O relevo do Município é montanhoso, acidentado, formado por terras “frias”. O clima é tropical de altitude, com temperatura amena durante a maior parte do ano. As áreas com matas remanescentes da Mata Atlântica localizam-se principalmente no alto dos morros. O restante da vegetação é formada por pastagens, plantio de café, culturas permanentes e temporárias. O Rio Jucu Braço Sul banha todo o município, de Oeste a Leste. Também cortam o município pequenos rios e córregos, tais como: Rio Fundo e Rio Peixe Verde.
Os primeiros habitantes de Marechal Floriano:
Italianos - Segundo a historiadora Maria Stella de Novaes, o primeiro imigrante que chegou ao ES, em 1840, foi Giuseppe Balestrero. Em 1859, já haviam 27 italianos em Santa Isabel, mas o maior fluxo para esta região começou em 1875.
Normalmente eles saíam da Itália de navio e chegavam ao Rio de Janeiro, onde ficavam em quarentena na Ilha das Flores, seguindo depois para Vitória. De lá, pelo Rio Benevente, Piúma ou Barra de Itapemirim, seguiam de canoa ou barco até Alfredo Chaves, de onde saíam para a região do Alto Castelo e para o atual distrito de Araguaia e outros núcleos, onde construíram as primeiras moradias.
Alemães - Em 1846, os alemães que saíram de sua terra em direção ao Rio de Janeiro, passando por Dunquerque, na França, tiveram dificuldades de embarcar para o Brasil por falta de navio. Porém, em agosto do mesmo ano, conseguiram um navio veleiro e setenta dias depois chegaram ao Rio de Janeiro. Lá, ficaram 60 dias amontoados em um galpão passando necessidades, inclusive fome.
Alegando que no sul as terras ainda não estavam demarcadas, o imperador enviou-os para Vitória, convencendo-os que o clima era semelhante ao sul do Brasil. Chegaram em Vitória no dia 21 de dezembro de 1846, a bordo do Transporte Nacional Eolo. Saindo de Vitória foram levados a Viana, onde ficaram em cabanas construídas para eles.
À procura de um lugar melhor, os colonos foram subindo, margeando o afluente Braço Norte do Rio Jucu, e se instalaram à margem desse rio, na Serra de Boa Vista, hoje, Km 34 da BR 262. Os colonos, porém, não consideraram esse o melhor local, e continuaram subindo em direção às montanhas. Lá chegando, dividiram-se, formando duas vilas: uma católica que se chamou Santa Isabel, e outra luterana, a que chamaram Campinho.
Todos esses imigrantes contribuíram de maneira decisiva para a formação sócio-política-econômica do município de Domingos Martins, e posteriormente, na criação do município de Marechal Floriano. De acordo com histórico narrado pelo Sr. Emilio Hülle, foram os primeiros moradores de Marechal: Jacob Kuster, Felipe Endlich, Ulrico Kuster e outros já não lembrados.
Aspectos Culturais:
Os aspectos culturais do Município são influenciados fortemente pelos costumes dos alemães e italianos que fundaram a cidade, e se manifestam nas comidas típicas, na dança, na música e na arquitetura. Entre as comidas típicas de origem italiana estão: Capeletti, macarronada, nhoques de batata, polenta. Já as comidas típicas de origem alemã são: Chucrute, eisbein (Joelho de porco), kassler (Carré suíno), würstchen (salsicha).
Quem quiser saber um pouco mais dos primórdios da colonização da região das montanhas capixabas não pode deixar de visitar os Centros Culturais Clara Luíza Hulle Pereira e Ezequiel Ronchi. Este último fica em Araguaia, onde foram erguidas as primeiras casas da região por imigrantes italianos e alemães.
Nele os visitantes vão encontrar diversos utensílios usados pelos imigrantes quando chegaram ao local. Desde móveis que atravessaram o Oceano Atlântico vindos da Europa, até ferramentas utilizadas para derrubar as árvores para edificar as casas onde iriam morar.
Localizado na sede do município, o Centro Cultural Clara Luíza Hulle Pereira também tem fotos antigas, peças de roupas e muitos utensílios usados pelos imigrantes, como as louças de porcelana trazidas da Europa.
A prefeitura está querendo transformar o distrito de Araguaia em um sítio cultural. Quem passa pelo vilarejo percebe na mesma hora que as tradições dos antigos colonizadores italianos têm raízes fortes. Muitas casas ainda conservam sua arquitetura original do início do século passado. Um exemplo disso é a Casa Rosa, do século XIX, que contém o maior acervo do Estado de móveis e utensílios da época.
O que ver:
Cachoeira do Zeca: Santa Maria - Tel.: (27) 3288-3175/3349-8042
Centro Cultural Clara Luiza Hulle Pereira: Praça José Henrique Pereira, centro – Tel.: (27) 3288-1867
Centro Cultural Ezequiel Ronchi: Rua Busato, 154, Araguaia – Tel.: (27) 3288-1930/3085
Florabela Orquídeas: Estrada do Caracol, sede – Tel.: (27) 3288-1800
Gruta Nossa Senhora de Lourdes: Santa Maria
Mirante do Restaurante Grossmutter: Rod. BR 262, Km 42,6 – Tel.: (27) 3268-1521
Orquidário Nego Plantas: Av. Arthur Haese, centro – Tel.: (27) 3288-1207
Fonte: http://www.marechalfloriano.es.gov.br/

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