sábado, 28 de abril de 2012

Guaraná dstrito do Município de Aracruz sua Historia

Guaraná é um pequeno distrito do Município de Aracruz, com 205 quilômetros quadrados. Fica a 90 quilômetros da capital do Espírito Santo, Vitória, às margens da rodovia BR-101, uma das maiores do país.

De povo educado e muito acolhedor, tem aproximadamente 5.000 habitantes, predominando a raça branca (60%), negra (25%) e mulata (15%). A maioria da população é descendente de italianos, se destacando as famílias Frigini, Zamperlini, Rossoni, Pessotti, Dettogni, Bottoni, Scarpatti, Mantovani, Belotti, Pandolfi, Fracalossi, entre outras. Também há migrantes de outros estados, principalmente Bahia e Minas Gerais.

O clima característico de Guaraná é tropical, quente e úmido. A chuva se distribui com regularidade, sendo forte tanto no inverno como no verão. A temperatura média anual está em torno de 34 graus.

Guaraná também se destaca pela produção de arcos de violino, exportados para Alemanha, Estados Unidos, França e Itália, além de granito, pois possui três jazidas de ótima qualidade.

Também produz, compra e vende café, inclusive exportando, através da Cooperativa Agrária Mista de Guaraná, única do gênero na região entre os municípios de Vitória e São Mateus. Ela foi fundada em 15 de junho de 1964, sob a presidência de João A. da Penha, para comercializar a farinha que era produzida em grande quantidade, com todo o maquinário financiado pelo Governo do Estado (o governador era Dr. Francisco Lacerda de Aguiar).


Como surgiu a vila

 As primeiras famílias começaram a se estabelecer por volta de 1898, quando quase toda a atual área do Distrito de Guaraná pertencia ao governo. As pessoas chegavam, cultivavam, faziam requerimentos e tornavam-se donos das terras.

A primeira família foi a de José Nunes, pai de Laudelina Nunes, a nossa querida Dona Lôda. Ela nasceu em Guaraná, casou com apenas 13 anos, com Joaquim Amorim, que tinha vindo para cá para trabalhar em uma quitanda, mais tarde padaria. Eles criaram toda sua família por aqui e Dona Lôda faleceu em 1993, com 94 anos.

Por volta de 1912 começaram a chegar outras famílias, como a de Aurélio Alvarenga, que era casado com Adelaide Nunes Alvarenga. Assim, começaram a aparecer as lavouras e a ocupação dos espaços, através dos desmatamentos.

Em 1915, com a chegada dos italianos, o lugar recebeu o nome de Ribeirão da Linha. “Ribeirão” devido ao rio que passa no local e “da Linha” devido à linha telegráfica que também passava por lá.

Ganhou o nome de Guaraná mais tarde, em homenagem ao engenheiro Aristides Armínio Guaraná, que por lá passou instalando a linha telegráfica, comandando vários operários, que ficaram residindo na povoação por uns dias.

Em 1931, Ribeirão da Linha foi elevado à categoria de distrito, abrangendo o território até os limites com o Município de Linhares, o que incluía, portanto, o atual Distrito de Jacupemba, desmembrado em junho de 1982.

Até 1969, a rua principal de Guaraná, hoje chamada Gabriel Pandolfi, era mais movimentada, pois havia dois restaurantes e um posto de gasolina onde os ônibus da Viação Itapemirim paravam para abastecer e os passageiros fazerem refeições. Este posto tinha apenas uma bomba, onde hoje está a Praça São Cristóvão.

Em 1970, com a inauguração da BR-101, a rua ficou mais calma. Restaurantes, posto, lanchonete e oficinas passaram a funcionar às margens da BR, no bairro conhecido como “Posto”.

Fonte: Faça-se Aracruz! (Subsídios para estudos sobre o município), 1997Organizador: Maurilen de Paulo CruzCompilação: Walter de Aguiar Filho, novembro/2011

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