sexta-feira, 27 de abril de 2012

Arquivo Público do Estado do Espírito Santo - Historico

1908

É criado com o nome de Archivo Público Espírito-Santense em 18 de Julho de 1908 pelo decreto nº 135 do Presidente do Estado, Dr. Jerônimo de Souza Monteiro, como um anexo à Biblioteca Pública. Em 02 de Dezembro do mesmo ano, a repartição foi minuciosamente regulamentada pela lei nº 559, ficando dependente da Secretaria Geral do Governo. O acervo existente e a ser recolhido ficou então dividido em quatro ordens: 1ª Legislativa e Administrativa; 2ª Judiciária; 3ª História e Geografia (compreendendo quaisquer manifestações do desenvolvimento científico) e 4ª Literária e Artística. A lei nº 559 prevê em detalhes que documentos ou objetos cada uma destas ordens abrigaria. Prevê também a criação de uma biblioteca anexa ao Arquivo Público e o recolhimento de peças museológicas ao Arquivo, até o estabelecimento de um museu.


1909

Em fevereiro de 1909, assume o exercício, o Dr. Henrique Alves de Cerqueira Lima, primeiro Diretor do Arquivo Público.
O Dr. Diocleciano Nunes de Oliveira foi incumbido por Jerônimo Monteiro de reorganizar a documentação que integraria o acervo do Arquivo. Nesta tarefa chefiou uma comissão de doze ilustres homens públicos, dentre eles, Ubaldo Ramalhete Maia e o arquivista João Calmon Adnet, este último, ocupou a direção do Arquivo entre a saída do Dr. Henrique Alves de Cerqueira Lima até a nomeação do Coronel Augusto Calmon Nogueira da Gama em Março de 1923.


1910

Conforme o livro de atas de diversas inaugurações ocorridas na administração estadual de 1908-1912, o Archivo Público Espírito-Santense foi instalado em 1910 em um dos Salões do Palácio do Governo.
Pelo decreto nº 583 de 05 de Março de 1910 o Presidente do Estado torna a regulamentar os diversos ramos da administração do Estado. Por este ato o Arquivo Público passa a funcionar na Diretoria do Interior e Justiça, junto com a Biblioteca Pública.


1914

A união entre Biblioteca e Arquivo Público é mantida e mesmo reforçada pelo decreto nº 1.738 de 31 de Março, publicado em 18 de Abril de 1914, que novamente regulamenta a administração estadual. Este último instrumento legal estava calcado na lei nº 559. Repete-a em muitas passagens (quando mantém a divisão do acervo em quatro ordens), mas amplia as funções da repartição (quando estabelece a edição de uma Revista do Archivo Público, por exemplo).
Transcrevemos o seguinte trecho, constante no relatório do diretor da repartição referente ao exercício de 1914: Deixo de enunciar o número de documentos importantes existentes em cada uma das ordens referidas no art. 174 do decreto nº 1.738, por não ter sido este o critério seguido na organização do Archivo (...).


1921

Pelo decreto nº 4.404 de 14 de Junho de 1921 a Biblioteca e o Arquivo Público passam, ainda unidos, para a Secretaria do Interior.


1923

É nomeado Diretor Geral o Coronel Augusto Calmon Nogueira da Gama, em Março de 1923. Em relatórios e outros expedientes é muito referido um vazamento de águas das chuvas ocorrido no local onde funcionava Arquivo Público em 1923. Também o desaparecimento de parte do seu “depósito” consumido pelo cupim.

APE

Imóvel onde funcionava o Fórum de Vitória e que foi demolido para em seu lugar ser construído o prédio que abrigaria, em 1926, o Archivo Público Espírito-Santense e a Biblioteca Pública Estadual.


1924

A lei nº 1.448 de 10 de Julho de 1924 criou o cargo de Chefe de Seção, Superintendente da Biblioteca e Arquivo Público, tendo sido, para o mesmo, nomeado o Sr. Moysés de Medeiros Accioly, que exerceu o cargo até 1938.
O Governo do Estado readquire o terreno no qual se construiu, no ano seguinte, a sede do APE/ES.


1925

Durante este ano na administração do Presidente do Estado Dr. Florentino Avidos, foi construído o edifício sede do Arquivo Público Estadual e Biblioteca.


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1926

Com a Biblioteca nele instalada, o prédio situado à Rua Pedro Palácios, antigo n.º 20, hoje n.º 76, foi inaugurado em Novembro de 1926. Moysés de Medeiros Accioly encontra o Arquivo Público em mal estado nos fundos do andar térreo do Palácio do Governo, quando procede a sua mudança, em Dezembro de 1926, para a nova sede dotada de melhorias significativas para a época como, por exemplo, estantes de aço.


1927

O relatório do diretor da repartição ao Secretário do Interior, referente ao ano de 1927, traz a seguinte e elucidativa passagem: Dada a desordem e confusão em que se acham os antigos livros, documentos e papéis, resolveu V. Exa. conseguir do governo a designação de uma Comissão, sob a chefia do ilustrado desembargador Carlos Xavier Paes Barreto, para se incumbir da classificação e catalogação de todos os papéis, documentos e livros úteis, a fim de poder regularmente funcionar este importante departamento. (...) Não tem sido poucas as dificuldades encontradas pela mencionada Comissão no desempenho de suas funções, em virtude do baralhamento em que se encontram os papéis recolhidos ao Arquivo. (...) Não obstante, acha-se quase completo o trabalho de separação, classificação, catalogação e encadernação da seção histórica, estando adiantados os das seções administrativa, legislativa e judiciária. (...) Somente após a reorganização dos papéis e documentos já depositados no Arquivo, convirá ser solicitada das diversas Secretarias de Estado a remessa de papéis, documentos e livros anteriores a 1923, afim de ser procedida a devida classificação e catalogação. De outro modo virão tais papéis aumentar a confusão existente, pela mistura que, inevitavelmente, se dará.


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1930

Em 02 de Janeiro de 1930 o pessoal custeado pela verba “Serviço de Reorganização do Arquivo Público” é dispensado, por não mais existir tal verba no orçamento daquele ano.


1931

Em abril de 1931 os papéis pertencentes ao arquivo do extinto Congresso Legislativo foram removidos para o Arquivo Público, onde, em setembro do mesmo ano, concluiu-se sua reorganização.


1935

Em abril de 1935 os referidos papéis são entregues ao diretor da Secretaria da Assembléia Constituinte. Do relatório de Moysés de Medeiros Accioly, diretor da Biblioteca e Arquivo Público, referente ao ano de 1935 é interesante transcrever o seguinte: O departamento acha-se sob a imediata dependência da Secretaria do Interior. Na reorganização do Arquivo, em 1927, procurou-se estabelecer o critério de assinalar-se certas épocas distintas da Literatura do Brasil, havendo coleções em separado da que se refere, por exemplo, à escravidão, aos indígenas, etc. Não há regulamento impresso. A consulta é feita tendo à mão o catálogo geral ou o especial.
Na remodelação a que me referi seria o Arquivo dividido em 5 seções: a 1ª contendo a parte histórica; a 2ª a legislativa; a 3ª a judiciária; a 4ª a executiva e a 5ª os impressos. Cada uma delas teria as subseções e em cada uma destas, haveria ainda a divisão cronológica.
Regula o Arquivo Público o decreto nº 1.738 de 31 de março de 1914.


1936
Conforme consta em prestações de contas do Fundo SVOP e Relatório do Interventor João Punaro Bley em1937, neste ano o edifício sede do APE/ES sofre a sua primeira reforma, tanto interna quanto externamente.


1943

É desfeita, do ponto de vista administrativo, a união entre Arquivo e Biblioteca Pública. É conveniente ressaltar a estreita vinculação que existiu nos serviços do Estado do Espírito Santo encarregados de publicações (livros, periódicos) e de documentos. A referida união vai ser responsável por uma série de distorções. Se em nossos dias a Biblioteca Pública não abriga em seu acervo documentos de arquivo, em compensação vemos a administração e o povo em geral considerar erroneamente o Arquivo Público como parte integrante da Biblioteca, que sempre se destacou na prestação de serviços. De acordo com a profunda reforma administrativa empreendida naquele ano pelo interventor federal Jones dos Santos Neves o Arquivo Público continua na Secretaria do Interior e Justiça e a Biblioteca Pública passa para a Secretaria de Educação e Saúde, mais tarde Educação e Cultura (decreto nº 142 de agosto de 1943, confirmado pelo art. 15 do decreto nº 15.090 de 28 de outubro de 1943).


1944

Neste ano o Arquivo Público inicia suas publicações com o CATÁLOGO, organizado por Moysés de Medeiros Accioly, referente a uma “serie” documental (artificial), de mesmo nome, integrante do Fundo Governadoria.


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Situação atual do edifício-sede do Arquivo Público Estadual.


1945

Dando continuidade à suas publicações o Arquivo edita a transcrição do LIVRO DE TOMBO DE NOVA ALMEIDA, feita pelo professor Mário Aristides Freire com base em volume manuscrito pertencente ao acervo da instituição, recolhido em 1935.


1946

Em uma só obra, publicaram-se os seguintes trabalhos: 1) PARECER NA QUESTÃO ENTRE O ESTADO DO ESPÍRITO SANTO E OS BANQUEIROS J. LOSTE & CIA, de Ruy Barbosa; 2) A ORDEM DE SÃO BENTO NA CAPITANIA DO ESPÍRITO SANTO, de D. Clemente Maria da Silva Nigra; 3) ORQUIDÁCEAS NOVAS DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, de Augusto Ruschi.


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Escadaria de madeira que dá acesso ao segundo pavimento do imóvel.



1951

Com a obra CONSTITUIÇÕES DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, de Milton Caldeira, o Arquivo encerra, neste ano, a primeira fase de suas publicações.


1967

Devido à pronunciada decadência por que passa no final dos anos cinqüenta e boa parte da década de sessenta, o Arquivo Público é rebaixado em nível de simples seção, subordinada ao Departamento de Administração Geral (DAG) pela reforma administrativa implantada com a lei nº 2.296 de julho de 1967.


1971

Neste ano o DAG é transformado na Secretaria de Administração, continuando o Arquivo Público a ela vinculado.


1972

Por meio da cooperação entre Governo do Estado do Espírito Santo e o Departamento de História da Universidade Federal do Espírito Santo é dado o pontapé inicial na reorganização do acervo, sob a chefia da professora Gilda Rocha, de julho de 1972 a janeiro de 1975. Este convênio será responsável pelo “ressurgimento” da instituição no cenário capixaba.
Esta cooperação forneceu, quase ininterruptamente, estagiários dos cursos de História, Biblioteconomia e Artes Plásticas (muitos aproveitados depois como servidores), que auxiliaram no arranjo e descrição do acervo do Arquivo Público e na organização da sua biblioteca de apoio. Também o Arquivo Nacional orientou tecnicamente os trabalhos realizados na instituição.


1974

Em 12 de dezembro de 1974 a lei nº 2.942 eleva a repartição ao nível de diretoria, subordinada à Divisão de Seleção, Documentação e Divulgação e ela passa a ter regulamento próprio com um Serviço de Arquivística (possuindo as Seções de Documentação Escrita, Cartográfica e Fotográfica e de Pesquisa e Consultas) e o Serviço de Arquivoconomia (com a Seção de Conservação e Restauração de Documentos e de Reprografia).


1975

Reiniciam-se as publicações do Arquivo Público com o CATÁLOGO I organizado pela professora Gilda Rocha e publicado neste ano.


1976

O campo de atuação e as atividades do Arquivo passam a ser disciplinadas pelo decreto n.º 877-N de 25 de agosto de 1976. Depois de 1976 a cooperação UFES – Governo do Estado passa a ser feita entre este e a Fundação MUDES.


1978

O Arquivo publica a MEMÓRIA STATÍSTICA DA PROVÍNCIA DO ESPÍRITO SANTO ESCRITA NO ANNO DE 1828 POR IGNÁCIO ACCIOLI DE VASCONCELLOS.


1979

A Biblioteca Pública muda-se para sua nova sede na Praia do Suá, passando o Arquivo Público a ocupar toda a atual sede.
Neste ano o Arquivo publicou as seguintes obras: A IRMANDADE E A SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DO ESPÍRITO SANTO de Affonso Schwab e Mário Aristides Freire e JERÔNIMO MONTEIRO – SUA VIDA E SUA OBRA de Maria Stella de Novaes.
O decreto n.º 877-N de 25 de agosto de 1976 é modificado pelo de n.º 1.283-N de 14 de março de 1979, e a portaria n.º 14-N de 09 de março de 1979, que baixou o Regimento Interno da SEAR. A Divisão de Documentação e Conservação integrava sua estrutura.


1980

Como o prédio, sede do Arquivo Público desde 1926, apresentava problemas de recalques e rachaduras em sua estrutura, executou-se ampla reforma das instalações físicas (incluindo rede elétrica e de água), quando foram instalados um laboratório de restauração de papel, um laboratório de processamento de microfilme, e construiu-se um galpão em terreno existente no fundo do prédio.
Esta reforma se estendeu até o ano de 1982 e trouxe modificações como a substituição da cobertura de telhas de barro tipo francesa por telhas de cimento amianto, mantendo-se todo o engradamento original em madeira de lei. O forro de diversas salas foi substituído devido ao seu apodrecimento. Eram todos do tipo saia-camisa com tabeira e aba e aqueles renovados são do tipo friso.


1981

Continuando as obras de reforma foi feita a substituição do piso térreo em ladrilho hidráulico por tacos de madeira e piso emborrachado.
Como fruto da reestruturação do Arquivo e reorganização do acervo é lançado neste ano o GUIA PRELIMINAR DO ARQUIVO PÚBLICO ESTADUAL. A obra fornecia um verdadeiro raio-X do acervo da instituição e traçava diretrizes. Foi um dos primeiros guias de acervo documental do país. A publicação foi a nº 1 da série “Instrumentos de Pesquisa” integrante da coleção “Memória Capixaba”. Na introdução o “chefe” do Arquivo, Fernando Antônio de Moraes Achiamé, afirmava: O Guia Preliminar foi organizado num momento crítico na vido do APE. Pode-se resumir esta fase de transição no seguinte: não aceitamos mais os antigos catálogos manuscritos e nem elaboramos ainda os novos instrumentos de pesquisa.
Vivemos um período de afirmação técnica, quando todos os servidores desta instituição estão objetivando aplicar os princípios da arquivística. (...)
Por tudo isto, a feição deste Guia e, portanto, a sua utilidade são transitórias. Esperamos que no espaço de dois a cinco anos ele seja substituido por uma versão definitiva, que refletirá os avanços técnicos a serem obtidos no APE. (...) O Guia Preliminar, tendo um compromisso com a verdade, indica para os pesquisadores o acervo a utilizar e, para nós arquivistas, indica o trabalho já realizado e o muito de trabalho que resta a fazer.


1982

É concluída a reforma do prédio sede do Arquivo Público iniciada em 1980.


1983

A sede do Arquivo Público é tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Estadual pelo Conselho Estadual de Cultura. Registrado no Livro de Tombo Histórico sob o nº 25, folha 04.


1986

O Arquivo publica o CATÁLOGO DE PLANTAS E MAPAS com aproximadamente mais de 300 plantas e mapas do acervo, a maioria do século XIX. Também é publicado neste ano JORNAIS E RELATÓRIOS DE PRESIDENTE DE PROVÍNCIA – ES EM MICROFORMAS: CATÁLOGO, instrumento que apresentava ao público o acervo já existente em microfilme naquela época.


1987

O Arquivo, pela lei n.º 3.932, de 14 de maio de 1987, é transformado em Órgão de Regime Especial, conforme definição do art. 6º, inciso III e parágrafo único da lei n.º 3.043, de 31 de dezembro de 1975. Na mesma lei é criado o cargo de Diretor de Órgãos de Regime Especial, conforme anexo único referente ao art. 13º.
Pelo Decreto n.º 2.515-N de 21 de Setembro de 1987, passou a vigorar novo regulamento para o Arquivo Público, no qual, os níveis de atuação são ocupados pelos seguintes cargos: Diretor-Geral (Direção e Gerência), Assessoria Técnica – AST (Assessoramento), Grupo de Apoio Administrativo e Financeiro – GAF (Instrumental) e a nível de execução programática a Divisão de Arquivo Intermediário – (DAÍ), Divisão de Arquivo Permanente (DAP), Divisão de Apoio Técnico (DAT), Divisão de Apoio Cultural (DAT).


1988

Assume a Direção-Geral do Arquivo Público a senhora Maria Inês Ribeiro Pupa.
O Arquivo publica, em homenagem aos 100 anos da Abolição da Escravatura, o GUIA DE FONTES PARA HISTÓRIA DA ESCRAVIDÃO NO ESPÍRITO SANTO. Também é feita a publicação da LEGISLAÇÃO PROVINCIAL DO ESPÍRITO SANTO – EMENTÁRIO 1835-1888, um importante instrumento de pesquisa.


1989

Fez-se a publicação da LEGISLAÇÃO REPUBLICANA DO ESPÍRITO SANTO – EMENTÁRIO 1889-1930 (vol. 1), dando continuidade a publicação do ano anterior.


1990
São feitas as publicações da BIBLIOGRAFIA DE PUBLICAÇÕES OFICIAIS DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO e do CATÁLOGO DE DOCUMENTOS ESPECIAIS – ACERVOS SONOROS (1975-1987).


1991

É publicado o CATÁLOGO DE DOCUMENTOS ESPECIAIS – ACERVOS FOTOGRÁFICOS (1951-1955), abrangendo todo o governo Jones Santos Neves.


1993

É impresso o INVENTÁRIO DO FUNDO FAZENDA – GRUPO COLETORIAS (1836-1966) volume I, importante instrumento de pesquisa do maior fundo documental do acervo do APE/ES.


1994

Reestruturado pela lei complementar n.º 47, de 22 de março de 1994, continua sendo subordinado à Secretaria de Estado da Administração e dos Recursos Humanos – SEAR, mantendo sua natureza jurídica.


1995

Assume a Direção-Geral do Arquivo Público o sociólogo e escritor, Agostino Lazzaro.
Inicia-se o desenvolvimento do "Projeto Imigrantes Espírito Santo", que visou resgatar através do rastreamento das fontes documentais do acervo do Arquivo, todos os imigrantes que deram entrada e colonizaram o Estado a partir de 1812 até 1900.
O APEES dá início a uma nova linha editorial com a Coleção Canaã e publica o primeiro volume intitulado O ESTADO DO ESPÍRITO SANTO E A IMIGRAÇÃO ITALIANA (relato do Cavalheiro Carlo Nagar Cônsul Real em Vitória).
Tem inicio o processo de informatização do órgão.


1996

Conforme a lei complementar n.º 76, de 23 de janeiro de 1996, o Arquivo Público passou a integrar a estrutura organizacional básica da Secretaria de Estado da Cultura e Esportes, como entidade vinculada e descentralizada, sendo mantida sua natureza jurídica.
É impresso o segundo volume da Coleção Canaã com o título: PROJETO DE UM NOVO ARRABALDE (1896) de autoria de Francisco Saturnino Rodrigues de Brito, em edição fac-similar.


1998

Em 20 de julho 1998, quando já havia completado 90 anos, o APEES foi o primeiro arquivo do país a receber a documentação completa do "Projeto Resgate", que trouxe os registros, em microfilmes e CD-ROM, de documentos referentes à Capitania do Espírito Santo, pertencentes ao Arquivo Histórico Ultramarino, em Portugal, abrangendo um período compreendido entre os anos de 1585 até 1822. Na mesma data foi lançada a primeira página do APEES na Internet contendo, entre outras informações, a íntegra do CATÁLOGO DOS DOCUMENTOS MANUSCRITOS AVULSOS DA CAPITANIA DO ESPÍRITO SANTO (1585-1822) organizado por João Eurípedes Franklin Leal e que na mesma data foi lançado como publicação impressa integrando a Coleção Canaã, volume terceiro. Também é publicado o volume da mesma coleção: DONATÁRIOS, COLONOS, ÍNDIOS E JESUÍTAS: O INÍCIO DA COLONIZAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO, obra da historiadora Nara Saleto.
Através da parceria com a Xerox do Brasil S/A tornou-se possível a implantação do projeto de "Digitalização de documentos sob demanda", sendo este oferecido, inclusive, via Internet.


1999

Foram implantadas transformações estruturais nos serviços prestados ao público: uma parceria com o Ministério da Cultura proporcionou a informatização do APEES, além da aquisição de outros equipamentos. Montou-se um laboratório de fotografia em P/B e um CPD com diversos computadores e periféricos.
Em dezembro foi feita a substituição do telhado de amianto do prédio da sede que apresentava vazamentos por telhas de zinco galvanizado, inclusive, com a localização estratégica de algumas folhas de fibra de vidro semitransparente, colocadas para disseminar a luz no forro, reduzindo o ataque de cupins.


2000

Dentro da programação alusiva aos 150 anos da Insurreição de Escravos ocorrida no antigo distrito de Queimado em 1849, o Arquivo e a Prefeitura Municipal da Serra, promovem a Exposição dos 150 anos, exibindo além de reproduções de fotos antigas da igreja de São José do Queimado, uma série de reproduções fac-similares do jornal Correio da Victoria que iniciou sua publicação no ano da revolta. A exposição fechou o ciclo de eventos que lembraram os 150 anos do episódio.
Neste ano inicia-se o projeto Arquivo Itinerante, onde uma equipe do APEES se desloca, equipada com um escritório móvel, para os municípios do interior capixaba atendendo diretamente a população. O município foi Venda Nova do Imigrante onde foram feitas inúmeras consultas e requeridos Registros de Entrada de Imigrante oriundos da base de dados do Projeto Imigrantes Espírito Santo.


2001

Em março a equipe do Projeto Imigrantes Espírito Santo fez atendimentos no município de João Neiva, nas localidades de Barra do Triunfo e Acioli. Os atendimentos fazem parte do projeto Arquivo Itinerante que visa facilitar o acesso dos comunidades do interior do ES às informações do APEES.
Em abril o mesmo projeto é levado pelo Arquivo Itinerante ao município de Águia Branca no norte do ES. A equipe permanece uma semana no município fazendo atendimentos e em 28/04/2001 foi feita a entrega de Registros de Entrada de Imigrante à alguns homenageados, inclusive a imigrantes ainda vivos.


2003

Pelo decreto nº 1.128-R, de 03 de fevereiro de 2003 o Arquivo passa ser vinculado à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão, sendo mantida a sua situação jurídica.
No mês de Novembro o APEES em parceria com a escola estadual de ensino fundamental de “Alto Rio Possmoser”, no município de Santa Maria de Jetibá, realiza o atendimento gratuito aos alunos, distribuindo Registro de Entrada de Imigrantes. Previamente os professores haviam realizado um trabalho com os alunos de levantamento das suas respectivas árvores genealógicas.
Em dezembro realizou-se a mudança dos dois anexos alugados existentes na Rua Jair Etiene Dessaune, em dois prédios, no Bairro Ilha de Monte Belo, em Vitória para um prédio, localizado na Rua Barão de Itapemirim, Centro, relativamente próximo a sede. O acervo transportado lotou os quatro pavimentos do Novo Anexo do APEES.


2004

No dia 17 de fevereiro, em solenidade no Palácio Anchieta, foi feita a comemoração dos 130 Anos de Imigração Italiana no Espírito Santo. No ato foi feita a entrega de Registros de Entrada de Imigrantes, produzidos pelo APEES.
No dia 01 de maio o Arquivo, juntamente com a Secretaria de Estado da Cultura e Prefeituras Municipais de Santa Leopoldina e Santa Teresa, promoveu a 1ª versão do “Caminho do Imigrante”, refazendo o percurso feito a mais de 130 anos por imigrantes que colonizaram o atual município de Santa Teresa. O percurso de 29 Km é a antiga Estrada de Rodagem “Bernardino Monteiro”, inaugurada em 1919, e primeira estrada de rodagem construída para tráfego de veículos automotores no Espírito Santo. A caminhada contou com a participação de aproximadamente 1.000 pessoas.
Pelo decreto nº 1.320-R de 03 de Maio de 2004 o Arquivo Público Estadual volta a ser vinculado à Secretaria de Estado da Cultura, sendo mantida a sua situação jurídica.
No último semestre deste ano a instituição inicia a licitação de vários equipamentos a serem adquiridos com o fim de modernizar e agilizar o atendimento ao público no órgão com recursos provenientes do Diário de Imprensa Oficial.
No mês de novembro é feito atendimento gratuito do Projeto Imigrantes ES em estande na Assembléia Legislativa do Espírito Santo.
Em dezembro o APEES lançou o quinto volume da Coleção Canaã, o qual intitulou-se “VIAGEM AO ESPÍRITO SANTO: IMIGRAÇÃO E COLONIZAÇÃO SUÍÇA, 1860” de autoria do emissário da Confederação Helvética, Johann Jakob von Tschudi, que esteve visitando os colonos suíços no Espírito Santo em fins de 1860. Tschudi produziu um relatório de cunho oficial no mesmo ano, publicado em língua francesa; integra a primeira parte do livro. A segunda parte é a tradução do capítulo referente ao Espírito Santo, sobre a mesma viagem, porém, com olhos de um viajante estrangeiro, publicado entre 1866/69 em língua alemã, dentro da vastíssima obra sobre suas viagens pela América do Sul, Reisen durch Südamerika. O livro também traz as primeiras fotografias do Espírito Santo que foram produzidas também no ano de 1860 pelo fotógrafo francês, Victor Frond, cuja identificação de autoria dos originais que se encontravam na Biblioteca Nacional só foi possível graças à informação contida na obra de Tschudi.


2005

Em Maio, o APEES fez atendimento gratuito do Projeto Imigrantes ES na sede do município de Santa Maria de Jetibá e homenagem à vários descendentes.
O APEES organiza a segunda edição do Caminho do Imigrante, no dia 1º de maio, que contou com a participação de mais de 1500 pessoas. Seguindo o mesmo percurso percorrido no primeiro evento, que ocorreu exatamente um ano antes, quando então se comemorava os 130 Anos da Imigração Italiana no Espírito Santo. A estrada ES-080, Bernardino Monteiro, foi construída no início do século passado - a primeira estrada de rodagem do Estado - seguindo o mesmo traçado da antiga trilha dos imigrantes que colonizaram a região há mais de 130 anos.
Em maio deste ano o Governo do Estado oficializou a cessão do Edifício Getúlio Rezende, sito à rua Sete de Setembro, como nova sede para o Arquivo Público Estadual, deram-se início aos estudos e levantamentos e em parceria com o DERTES (Dep. Edificações, Rodovias e Transportes do Estado do Espírito Santo) órgão responsável pelos estudos de reforma e adaptação do imóvel. Antes da mudança o prédio deverá ser reformado e adaptado às exigências do APE. Com o objetivo de agilizar o processo de ocupação foram transferidos para a nova sede o setor administrativo e parte do acervo documental.
Por solicitação do Exmo. Sr. Governador, Paulo Hartung, o APE inicia estudos para a restauração e ocupação do imóvel sede, à Rua Pedro Palácios com a finalidade de transforma-lo no Memorial das Etnias.
Lançamento do PROGED – Programa de Gestão de Documentos um programa de iniciativa do Arquivo Público Estadual (APE) em parceira com a Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (SEGER) e o Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Espírito Santo (ITI), que formam o Comitê Gestor. O seminário de lançamento foi apresentado ao público no dia 14 de outubro no auditório do Tribunal de Contas do Estado com a presença de autoridades e servidores do Estado, em sua maioria. Ao todo foram mais de 300 participantes.


APE


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Organizado entre 2004-2006, por Rogério Frigerio Piva, Chefe do Departamento de Documentação Permanente do Arquivo Público Estadual.


Fontes:

ACHIAMÉ, Fernando A. M. Guia Preliminar. Coleção Memória Capixaba, Série Instrumentos de Pesquisa, n.º 1. Vitória: Arquivo Público Estadual, 1981, p. 10-15.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E CULTURA (ES). Catálogo de Bens Culturais Tombados no Espírito Santo. São Paulo: Massao Ohno Editor, 1991, p. 116-118.

Home Page: www.ape.es.gov.br.

Documentos do Acervo do APE-ES.

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